aquela loira dá-me tesão
nem sei como
só porque tem um cabelo louro pela testa
e um rabo desmedido de loucura
enfim sou um macho à procura de coito
em busca de amor
à procura de algo
nem sei bem o quê
dar umas fodas no amor é que deve ser bom
com o cú bem espetado para trás
mas esse também deve ter mais que fazer
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
débil mental
É que eu não sou um débil mental,
Eu posso estar errado ou ter agido mal,
Mas pago o preço que eu tiver de pagar,
Se for pra tal eu sofro só.
Se não te agrada a forma de eu falar,
Acorda e vê que eu cago pró teu não gostar.
Se as minhas calças,
Parecem de um pijama,
Da próxima vez eu saio como entrei na cama.
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
Masturbação,
Não fica só pela palma da mão.
E é tão mau,
Se a dita v.i.p. fala caro e faz pensar que eu sou vulgar.
Eu sou,
Só não aguento,
É que ela diga tanta prosa e seja só ar,
E nem o ar é puro!
Hipocrisia é mal que eu não suporto,
Pior até que o não pensar.
Mas a verdade é que eu não sofro pelo mal,
Mas pelo meu bem.
Diz meu mal ou leva-me à razão.
Quero andar por fora do que eu sou,
Deixar o tempo ver,
Do que é capaz.
Sobre o que gira à volta já falei,
Contudo há certas coisas em que eu não pensei,
Se o meu destino é negro ou claro,
Quem vai dizer nada muda em nada tudo o que eu pensei fazer.
O mundo não é nada,
Nada à minha beira,
se tudo o que acredito já está preso à cadeira.
E tudo o que eu faço é pensado em mim,
No fundo eu sei que toda a gente acaba sendo assim.
Diz meu mal ou leva-me à razão.
Quero andar por fora do que eu sou,
Deixar o tempo ver,
Do que é capaz.
Não vejo nada contra o infalível,
Fala bem fala a minha língua,
Que eu não sou tu,
Homem de afetação,
Beija-me o cú,
Livra livra já não posso mais ouvir!
É tanta coisa fora do normal,
Procuras água no deserto.
Quem sabe até nos faz bem.
Eu sou mais eu sem nimguém.
A minha vida não tem nexo,
Dar-lhe um rumo é dar-lhe um fim.
Meu bem dói ou não,
Não eras tu contra a traição,
Quem evitou,
Por fim o mal,
Não foi a pura mas o bébil mental!
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
(São) quem são e em nada são iguais,
Quem é mais?
Há que eu saiba um ponto igual em nós:
Sermos tão desiguais!
Eu posso estar errado ou ter agido mal,
Mas pago o preço que eu tiver de pagar,
Se for pra tal eu sofro só.
Se não te agrada a forma de eu falar,
Acorda e vê que eu cago pró teu não gostar.
Se as minhas calças,
Parecem de um pijama,
Da próxima vez eu saio como entrei na cama.
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
Masturbação,
Não fica só pela palma da mão.
E é tão mau,
Se a dita v.i.p. fala caro e faz pensar que eu sou vulgar.
Eu sou,
Só não aguento,
É que ela diga tanta prosa e seja só ar,
E nem o ar é puro!
Hipocrisia é mal que eu não suporto,
Pior até que o não pensar.
Mas a verdade é que eu não sofro pelo mal,
Mas pelo meu bem.
Diz meu mal ou leva-me à razão.
Quero andar por fora do que eu sou,
Deixar o tempo ver,
Do que é capaz.
Sobre o que gira à volta já falei,
Contudo há certas coisas em que eu não pensei,
Se o meu destino é negro ou claro,
Quem vai dizer nada muda em nada tudo o que eu pensei fazer.
O mundo não é nada,
Nada à minha beira,
se tudo o que acredito já está preso à cadeira.
E tudo o que eu faço é pensado em mim,
No fundo eu sei que toda a gente acaba sendo assim.
Diz meu mal ou leva-me à razão.
Quero andar por fora do que eu sou,
Deixar o tempo ver,
Do que é capaz.
Não vejo nada contra o infalível,
Fala bem fala a minha língua,
Que eu não sou tu,
Homem de afetação,
Beija-me o cú,
Livra livra já não posso mais ouvir!
É tanta coisa fora do normal,
Procuras água no deserto.
Quem sabe até nos faz bem.
Eu sou mais eu sem nimguém.
A minha vida não tem nexo,
Dar-lhe um rumo é dar-lhe um fim.
Meu bem dói ou não,
Não eras tu contra a traição,
Quem evitou,
Por fim o mal,
Não foi a pura mas o bébil mental!
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
(São) quem são e em nada são iguais,
Quem é mais?
Há que eu saiba um ponto igual em nós:
Sermos tão desiguais!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
um pouco da bilis
cláudio era um skinhead. costumava estar no bairro alto a embebedar-se até cair para o lado. depois ia para casa vomitar um pouco mais da bilis. de vez em quando, perto da estátua de camões, fazia um discurso empolado em que destacava os virtuosismos da raça areana e as incapacidades dos outros povos.
um dia viu um grupo de africanos ao pé da estátua. correu de encontro ao grupo e começou a gritar:
vão prá vossa terra cambada de pretos que não fazem nada, só cá estão pra explorar os outros!
os pretos assentiram com a cabeça e afastaram-se.
ei onde vão? estão com medo é?
continuaram-se a afastar e cláudio ficou novamente só.
vomitou um pouco mais da bilis.
um dia viu um grupo de africanos ao pé da estátua. correu de encontro ao grupo e começou a gritar:
vão prá vossa terra cambada de pretos que não fazem nada, só cá estão pra explorar os outros!
os pretos assentiram com a cabeça e afastaram-se.
ei onde vão? estão com medo é?
continuaram-se a afastar e cláudio ficou novamente só.
vomitou um pouco mais da bilis.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
acabou
o tempo dela estava a acabar. resolveu se reaproximar da sua familia. há tanto tempo que não falava com eles. nos últimos tempos a sua melhor amiga era a televisão e a sua familia uma gata a que costumava fazer festas na cabeça e falava sobre a vida. "dói-me as pernas sabes? tu nem dizes nada, pois não?"
telefonou para a sua filha. não atendeu e também não pensou que ela atendesse. os laços familiares há muito que tinham sido quebrados e a falta de contacto tinha transformado as duas em perfeitas estranhas.
o tempo entre as duas tinha terminado e agora a gata tinha ocupado o lugar da filha.
telefonou para a sua filha. não atendeu e também não pensou que ela atendesse. os laços familiares há muito que tinham sido quebrados e a falta de contacto tinha transformado as duas em perfeitas estranhas.
o tempo entre as duas tinha terminado e agora a gata tinha ocupado o lugar da filha.
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