sábado, 30 de julho de 2011

lixo

Meditações - as horas a passar

Tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac;
São as horas a passar;
Tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac;
É o tempo a dizer
Que curto o tempo é
É a vida… O medo… Tudo o que temos
E tudo se encontra nesse desespero;
Tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac;
Tudo vai ficando insuportável,
A dor que era pouca agora aumenta,
Resta pouco para sermos imbatíveis idiotas;
Falta muito para acreditar que a vida existe…
Tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac;
Acompanhe o ritmo,
Não sou má… Apenas me defendo…
Tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac;
São as horas a passar
E eu ainda aqui
Esperando o tempo dizer-me:
“- Vem, vamos embora…”
Esperando o amor chegar
Tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac; tic-tac;
É apenas o poema a terminar…


Mariana Josceni Treska

sábado, 23 de julho de 2011

Lucian Freud






MORAL

conjunto de pré- conceitos utilizados pelo individuo para justificar os seus medos

terça-feira, 19 de julho de 2011

TU DISSESTE

[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]

Tu disseste "quero saborear o infinito"
Eu disse "a frescura das maçãs matinais revela-nos segredos insondáveis"
Tu disseste "sentir a aragem que balança os dependurados"
Eu disse "é o medo o que nos vem acariciar"
Tu disseste "eu também já tive medo. muito medo. recusava-me a abrir a janela, a transpôr o limiar da porta"
Eu disse "acabamos a gostar do medo, do arrepio que nos suspende a fala"
Tu disseste "um dia fiquei sem nada. um mundo inteiro por descobrir"
Eu disse "..."

Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"

Tu disseste "agora procuro o desígnio da vida. às vezes penso encontrá-lo num bater de asas, num murmúrio trazido pelo vento, no piscar de um néon. escrevo páginas e páginas a tentar formalizá-lo. depois queimo tudo e prossigo a minha busca"
Eu disse "eu não faço nada. fico horas a olhar para uma mancha na parede"
Tu disseste "e nunca sentiste a mancha a alastrar, as suas formas num palpitar quase imperceptível?"
Eu disse "não. a mancha continua no mesmo sítio, eu continuo a olhar para ela e não se passa nada"
Tu disseste "e no entanto a mancha alastra e toma conta de ti. liberta-te do corpo. tu é que não vês"
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"

Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"

domingo, 17 de julho de 2011

Confissões de Uma Namorada de Serviço

Título original:The Girlfriend Experience
De:Steven Soderbergh
Com:Sasha Grey, Chris Santos, Philip Eytan
Género:Drama
Classificação:M/16
Outros dados:EUA, 2009, Cores, 76 min.
Links: Site Oficial
Cinco dias não consecutivos desvendam o dia-a-dia de Chelsea (Sasha Grey), uma jovem nova-iorquina de 22 anos. Prostituta de luxo em Manhattan, ela tem a vida aparentemente controlada: uma casa, um namorado compreensivo e uma vida luxuosa. A cada cliente ela oferece, a dois mil dólares por hora, o seu corpo e a sua mente, tornando-se sua namorada e amiga por um dia ou uma noite. Porém, quando os negócios implicam pessoas, tudo se torna imprevisível e Chelsea acaba envolvida em algo para além do seu entendimento.
Um filme de baixo orçamento, filmado em 14 dias pelo realizador Steven Soderbergh - algo que não é uma novidade para o cineasta: em "Sexo, Mentiras e Vídeo", o seu primeiro grande sucesso, Soderbergh ("Erin Brockovich", "Traffic - Ninguém Sai Ileso", "Ocean's Eleven") criou uma obra de culto com apenas 1,2 milhões. PÚBLICO

quarta-feira, 6 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Alex Gross









Meditações - de trás para a frente

Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.
Começar morto, para despachar logo o assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.


Atribuído a Woody Allen, cineasta, humorista e escritor norte-americano contemporâneo