sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Viver Perigosamente


Conhecido por ser um dos mestres espirituais mais provocadores dos nossos dias, Osho disse já que «a ideia de revolta não é nova, mas se a ligarmos ao conhecimento teremos algo totalmente inédito» Essa é, segundo o próprio a sua contribuição. Este livro é prova disso. Reunindo excertos de várias das suas palestras, apresenta os ensinamentos-chave da sua crença revolucionária na importância de viver perigosamente.
Criticando as tradições religiosas por recorrerem a regras e doutrinas que impõem aquilo a que chama um estado de «escravidão espiritual», Osho recorda-nos, ao longo destas páginas, como a responsabilidade pessoal e a liberdade são indispensáveis.
Viver Perigosamente é um livro que desafia o leitor a contestar todas as crenças que foram transmitidas, submetendo-as a uma análise crítica, e a correr o risco de descobrir a sua própria verdade – ou seja, a viver perigosa e autenticamente.
«Arrisque tudo. Até o minuto seguinte é incerto, por isso, porquê preocupar-se? Viva perigosamente, viva com alegria. Viva sem medo, viva sem culpa. Viva sem medo do inferno, sem desejo do céu.
Simplesmente viva.»

PVP: 13,20€

Uma empresa de encontros amorosos usou a imagem da rainha Sofia

O mito do outro

Procurar no parceiro as soluções, a completude ou o nosso bem-estar é apenas uma forma de adiarmos o problema?

Vivemos hoje uma espécie de insatisfação crónica instalada, que ultrapassa as críticas que fazemos à sociedade em geral e que sentimos também por nós mesmos colocando à nossa vida fasquias cada vez mais ambiciosas e, por vezes, pouco realistas. Neste processo, acabamos por incluir aqueles com quem nos relacionamos, tantas vezes culpando-os por não termos conseguido alcançar o que desejamos.

Esquecemo-nos, amiúde, que nós próprios somos parte do binómio eu-outros. Como tal, as causas da insatisfação que sentimos em relação a eles devem ser procuradas, em primeiro lugar, em nós próprios. Numa metáfora consumista, trata-se do «mercado da personalidade», como o definiu Erich Fromm (1900–1980).

Em grande medida, sempre que deixamos de gostar de um produto ou de um serviço, no origem do (des)gosto estão geralmente, não as características do produto ou do serviço em si, mas as nossas ideias, necessidades e desejos, que mudaram entretanto. Uma vez que temos sempre um objectivo a cumprir, transportamos esse modelo para os nossos relacionamentos (de amizade, familiares e amorosos).

Assim sendo, casar, ter uma relação sólida, encontrar a alma-gémea, apaixonar-se, são objectivos que consideramos essenciais para o nosso bem-estar. Esta necessidade é vital: desde o nascimento, a experiência da separação produz uma ansiedade geradora de fragilidade existencial.

Em posse do outro, o homem quebra o seu isolamento, a sua separação, e, com isso, o mundo exterior torna-se um lugar seguro para si. No entanto, esta é uma forma não muito correcta de tratarmos a procura do nosso equilíbrio emocional no que respeita a relacionamentos. Desde logo, porque consideramos, a priori, que o nosso equilíbrio provém de alguém ou de algo externo a nós. Como tal, se o outro muda, se deixa de ou se passa a, perdemos o pé.

Estamos a dizer «Sozinho não sou nada. Sem ti, não consigo». Quando deveríamos estar a dizer «Sou inteiro, feliz e equilibrado, comigo mesmo». Quando colocamos no outro a responsabilidade de suprimir algo em nós, estamos apenas a criar mais insatisfação para todos. Como referiu Martin Heidegger (1889–1976), a resolução da maior parte dos problemas do eu passa por conseguirmos reflectir internamente sobre «aquilo que respeita a cada um de nós, aqui e agora».

Ao contrário, consideramos que tudo aquilo de que necessitamos nos pode ser dado por eles, como se tivessem sido desenhados à nossa medida. Tomar consciência de que não é assim é um primeiro grande passo para não sentirmos injustiça, incompreensão e ausência de amor por parte dos outros.

O segundo grande passo é deixar de crer que podemos e até devemos mudar o outro. Desde logo, porque nós não mudamos ninguém e ninguém nos muda. Respeitamos ou não as diferenças do outro. E o outro respeita ou não as nossas diferenças. Este respeito é bem diferente de sentir medo pelo «outro». Trata-se de ter respicere, isto é, de conseguir olhar e sentir o outr» com a sua individualidade.

«O respeito implica a preocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva tal como é. Implica a ausência de exploração» (Erich Fromm), a ausência de condicionamento. Brinque mais, ria mais, cuide mais, perdoe mais, respeite mais, ame mais! Mas lembre-se de começar por si.

Texto: Teresa Marta (mestre em Relação de Ajuda e consultora de Bem-estar)

josé afonso

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Artista


Título original:
The Artist
De:
Michel Hazanavicius
Com:
Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman
Género:
Comédia Dramática
Classificação:
M/12
Outros dados:
FRA/BEL, 2011, Preto e Branco, 100 min.
Links:
Site Oficial

Hollywood, 1927. George Valentin (Jean Dujardin) é a grande estrela da noite de estreia de "A Russian Affair", o seu mais recente filme. Nesse evento, conhece Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma jovem bailarina e actriz em início de carreira. Com apoio de Valentin, que depressa se torna seu mentor e amigo, ela vai sendo acarinhada no meio, conquistando pouco a pouco mais protagonismo. Porém, dois anos depois, com o aparecimento do som na indústria cinematográfica, inicia-se o fim do cinema mudo e, por consequência, da carreira de Valentin. Absolutamente crente de que o som não será mais do que uma moda que em breve cairá em desuso, mas sem ninguém que produza um filme seu, o galã decide investir toda a sua fortuna na produção de uma nova película, cujo fracasso acaba por o levar à ruína. Até que, desesperado e quase a atentar contra a própria vida, reencontra Peppy Miller, hoje transformada em grande diva do ecrã, que tem ainda presente algo fundamental: a gratidão para com alguém que esteve ao seu lado quando o sucesso pouco mais era do que uma simples miragem.
Escrito e realizado pelo francês Michel Hazanavicius, depois de estrear na última edição do Festival de Cannes, recebeu vários prémios por todo o mundo e está nomeado para dez Óscares, entre os quais melhores filme, realizador, actor, actriz secundária e argumento original. PÚBLICO

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

grande blog

http://gordovaiabaliza.blhttp://www.blogger.com/img/blank.gifogspot.com/

Fim aos mitos do sexo

Psicóloga norte-americana analisa o que distingue homens e mulheres na intimidade

Eles podem falar de carros e futebol e nós de filhos ou de moda e podem propor-nos soluções milagrosas para os nossos dilemas, quando queríamos apenas que nos ouvissem.

Mas, para Terri Conley, professora doutorada de Psicologia na Universidade do Michigan e investigadora na área do estigma social e sexualidade, «homens e mulheres são mais semelhantes do que diferentes».

Coordenadora do artigo «Women, Men and the Bedroom», que reviu vários estudos científicos sobre os papéis sociais de ambos os géneros e a sua relação com a sexualidade, espera «ajudar a dissipar mitos comuns e a tornar as pessoas mais conscientes dos fatores sociais relacionados com o sexo (mais que razões supostamente baseadas na biologia)». Conheça a verdade por detrás de cada estereótipo, pela voz da autora.
1. Eles valorizam a aparência em vez do estatuto social

«A noção de que os homens querem uma parceira sexy enquanto elas querem um com alto estatuto baseia-se na análise dos parceiros ideais de jovens adultos», lê-se no artigo. A equipa de Terri Conley reviu um estudo que, para passar o foco de análise para o «real», se baseou nas perceções dos participantes face a pessoas que tinham conhecido em encontros de speed dating.

«A atração física e o estatuto são igualmente importantes para homens e mulheres», concluíram. «Quando confiamos nas perceções quanto a parceiros ideais, focamo-nos nos preconceitos das pessoas sobre os géneros», diz Terri Conley. «Este preconceito pode dissuadir homens e mulheres de desenvolverem relações adequadas porque suspeitam do outro género», sublinha ainda.
2. Elas sentem menos desejo e têm menos parceiros sexuais

Nos estudos sobre o número de parceiros sexuais de homens e mulheres, «os participantes muitas vezes comportam-se de formas que acreditam parecerem bem para as outras pessoas», advogam Terri Conley e a sua equipa. Para eliminar este efeito, os autores de um estudo de 2003 submeteram os participantes a um (falso) polígrafo enquanto os questionavam sobre a sua história sexual, o que os fez acreditar que as mentiras seriam detetadas.

Como resultado, as diferenças típicas entre eles e elas desapareceram. «É comum que as mulheres possam sentir menos desejo porque o encaram como socialmente indesejável. Talvez sentissem mais desejo focando-se em modelos sociais que são sexualmente assertivos», destacam ainda os investigadores.
3. Eles pensam mais em sexo

Esta ideia é contrariada por um estudo de 2011. Durante uma semana, estudantes universitários usaram contadores manuais para registarem o número de vezes que pensavam em sexo, em comida e em dormir. «Os homens pensaram ligeiramente mais em sexo, mas também pensaram significativamente mais em comer e dormir», diz Terri Conley.

Segundo a especialista, «a um nível menos consciente, elas possivelmente pensam menos nas suas necessidades pessoais porque foram socializadas para serem mais altruístas e cuidarem dos outros. Mas também pode haver vergonha consciente porque reconhecem que é menos socialmente aceite que expressem os seus desejos». «Para estarem mais atentas às suas necessidades e desejos físicos, as mulheres devem ter uma mente mais aberta e aprender a comunicar melhor com o seu corpo», refere.

4. Elas atingem o orgasmo com menos frequência

Em 2009, ao examinar as respostas de cerca de 13 mil estudantes universitários a um inquérito nacional e entrevistar raparigas sobre as suas experiências sexuais, investigadores dos Estados Unidos da América apuraram que «apenas 32 por cento das mulheres tinha orgasmo com a mesma frequência que os homens nas primeiras ligações, 49 por cento em ligações repetidas com o mesmo parceiro e 79 por cento em relações estáveis».

As conclusões mostram resultados surpreendentes.

«Os homens são mais generosos a dar atenção sexual não coital (preliminares) às parceiras em relações com compromisso» e que «elas reportaram mais estimulação clitórica em encontros sexuais de relações estáveis», revela Terri Conley. «O clítoris é a fonte primordial de prazer feminino. Dizer o que se quer, guiar as mãos ou corpo do parceiro ou assinalar o que sabe bem é normalmente bem recebido e pode fazer a diferença», sublinha.
5. Eles gostam mais de sexo casual

Num estudo de 1989, 70 por cento dos homens e zero por cento das mulheres aceitaram propostas de sexo casual. Em questionários sobre propostas hipotéticas deste tipo, Terri Conley constatou que as diferenças entre géneros desapareciam para proponentes famosos muito atraentes e pouco atraentes, bem como para amigos próximos considerados «grandes amantes» que trariam «experiências sexuais positivas».

Ao analisar vários estudos, concluiu que «as mulheres aceitavam menos propostas porque consideravam que os proponentes masculinos tinham capacidades sexuais relativamente baixas» e que «as diferenças eram mínimas quando elas sentiam que podiam evitar ser estigmatizadas pelo envolvimento».

«É menos provável que as mulheres tenham sexo casual porque consideram existir poucas hipóteses de obterem prazer sexual, mas muitas obtêm-no. Este tipo de encontros não tem que ser psicologicamente perturbador, como muitas vezes se faz parecer», refere ainda Terri Conley.
6. Elas são mais seletivas ao escolher parceiros sexuais

Esta ideia «baseia-se na dinâmica de géneros tradicional da nossa cultura», em que, por norma, são eles que se aproximam delas, argumenta Terri Conley. Para testar esta tese, um estudo de 2009 analisou os comportamentos dos dois géneros em encontros de speed dating em que ambos tomavam a iniciativa.

«Quando elas se aproximavam deles, comportavam-se mais como homens (sendo menos seletivas) e eles mais como mulheres (tornando-se mais seletivos)», nota o artigo. Assim, «as mulheres são mais seletivas, mas apenas porque são abordadas mais vezes», enfatiza.

«O processo de aproximação é psicologicamente estimulante, tornando quem abordamos mais atraente. Se as mulheres estão sempre a ser abordadas, podem sentir que têm opções ilimitadas e ficar à espera da próxima aproximação. Ao perceberem como é difícil ter a iniciativa, podem desenvolver mais empatia pelos homens», afirma ainda.

As M*rdas Que o Meu Pai Diz


Sinopse (da editora): M*rdas Que o Meu Pai Diz traça o retrato da relação entre pais e filhos e aborda os maiores temas da vida: o medo, a amizade, os estudos, o amor, o desporto, a ambição e a família. Uma lição de integridade, amizade e amor: do Twitter (com mais de dois milhões de seguidores) para as livrarias, um livro que está há um ano na lista de best-sellers do New York Times. Adaptado para a televisão, a série, que se estreou em Novembro de 2009 na estação de televisão americana CBS, chega a Portugal a 30 deste mês, pelo canal por cabo Sony Entertainment.



"Eu sei o que é o Twitter, raios. Falas comigo como se eu não soubesse *** nenhuma. Eu sei o que é. Tens de ligar a Internet para entrar no Twitter – respondeu ele, fazendo o gesto universal de girar uma chave na ignição ao dizer as palavras 'ligar a Internet'". Aos 28 anos, depois de ser abandonado pela namorada, Justin Halpern vê-se na obrigação de voltar a viver em casa dos pais… e de partilhar o seu espaço com o pai de 73 anos, Sam Halpern, possivelmente o homem mais maldisposto do mundo. Usando a vocação de escritor e guionista, Justin começa a registar a ironia contida nos desabafos, conselhos e, por vezes, nos berros furiosos do pai. Criou uma página no Twitter para partilhar com os amigos estas pérolas – e, em pouco tempo, a página tinha centenas de milhares de seguidores! Hoje em dia já conta com mais de dois milhões. Este fenómeno da Internet deu origem a um dos best-sellers do ano e um dos livros mais engraçados dos últimos tempos. Tendo por base as pérolas do pai, o filho recria brilhantemente alguns momentos da sua infância e juventude. Um livro extremamente divertido e inspirador.



Alguns registos do pai:

"Jogaste muito bem, jogaste mesmo. Estou orgulhoso. Infelizmente, a tua equipa é uma ***. (...) Não, não podes zangar-te com as pessoas só porque são merdosas. A vida encarrega-se disso, não te preocupes".



"Não me parece que aquela professora goste de ti, por isso não gosto dela. Estás sempre a inventar merdas, mas és um bom miúdo. Ela que se foda".



"Lamento, mas se o teu irmão não quer que brinques com as porcarias dele, não podes brincar. As porcarias são dele. Se ele quer ser um idiota e não partilhar, está no seu direito. Temos sempre o direito de sermos idiotas... Só não devemos usá-lo muitas vezes".



"Muito bem, sorri enquanto desembrulhas a prenda. (...) Não, sorri e olha para a câmara, idiota".



"Vais encontrar alguns idiotas, e é importante que tenhas presente que o que importa não é o tamanho do couro deles, mas sim a *** que fazem".



"Tens bons amigos. Gosto deles. Acho que não iriam para a cama com a tua namorada, se tivesses namorada".



"Primeiro o mais importante: um carro tem cinco mudanças Que cheiro é este? (...) OK, uma coisa ainda mais importante: peidares-te num carro parado faz de ti um idiota".



"Vamos jantar peixe. (...) Como queiras, vamos votar. Quem quer peixe para o jantar? (...) Pois é, a democracia perde a piada quando te lixa, não é?"



"Podes fazer o que quiseres. Mas eu também posso. E o que eu vou fazer é dizer a toda a gente que a tua tatuagem é mesmo estúpida".



"Nunca é a altura certa para se ter filhos, mas é sempre boa altura para se ir para a cama. Deus não é idiota. Sabe como as coisas funcionam".



Autor: Justin Halpern foi fundador do site de comédia HolyTaco.com e colabora com a Maxim.com. Criou a página de Twitter "*** My Dad Says", que tem quase dois milhões de seguidores, e colaborou com a CBS na criação de uma comédia televisiva baseada na página. Vive em Los Angeles mas passa grandes temporadas em casa dos pais, em San Diego. Pode ser acompanhado aqui e aqui.



TÍTULO: As M*rdas que o meu pai diz

AUTOR: Justin Halpern

EDITORA: Pergaminho

PREÇO: 13,90 €