Era uma vez um homem muito pequenino e feio de seu nome alvaláxius. Mas gostava de ser tratado por senhor porque o era, um verdadeiro senhor com H grande! Vestia-se sempre com a sua camisa de xadrez abotoada até cima que às vezes quase o sufocava. Tinha um risco ao lado bem certinho e que, com todo o cuidado, alisava, suavemente, de 5 em 5 minutos com o pente que guardava no bolso da camisa. Sentia-se empertigado sempre que passava uma rapariga e, com reflexos dignos de um verdadeiro leão, sacava do seu pente e colocava-o em richte no portentoso risco ao lado. Sempre com um olhar de autentico matador. Um playboy dos tempos modernos, como se gostava de intitular, quando falava com os seus amigos da juboleo, malta porreira que gostava de se intitular como os herdeiros do terceiro raixe. Ninguém percebia o que eles queriam dizer com aquilo e eles também não.
Devido aos seus problemas de crescimento e à sua fealdade o senhor alvaláxius sentia-se mal. Então decidiu que duas vezes por ano iria se esforçar e trabalhar para se pôr todo bonito para as meninas. Era vê-lo a suar e já cansado a meter quilos de gel no risco e a engomar afincadamente a sua camisa preferida. Aquela bem branquinha que, se não fosse o ratinho e a palavra "secura", poderia parecer um fantasminha daqueles que apenas têm um lençol para se proteger.
Era realmente um homem esforçado e dedicado que tinha como objectivo a glória!
O senhor alvaláxius ia sempre ao mesmo café à procura das mesmas meninas de sempre. Normalmente as mais feias e pequeninas eram as que lhe deixavam com vontade de praticar o coito e isso não o incomodava, desde que naqueles dois dias por ano houvesse festa da rija.
Às vezes não havia mas que se lixe afinal, sem remates à baliza é que não há golos...
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