
Empregnado nos seus próprios sonhos e pensamentos um homem olhava fixamente o objecto em sua frente. Farto de si próprio e do tédio que, para si, era viver, resolveu entrar para dentro daquela cápsula do tempo. Era um tubo branco quase do tamanho de um homem. Completamente transparente e fechado de um dos lados.Entrou lá para dentro posicionando-se como se de uma cama se tratasse. Deitou-se em posição fetal. Também levou a sua almofada, que era completamente branca como a sua roupa. Quem o visse naquele momento dizia que era um anjo, de tanto branco que ali havia. Isso ou um qualquer anúncio a uma marca de detergente. Mas falemos de coisas sérias e isto era uma coisa séria. Era a sua possibilidade de fugir daquilo tudo, a incompreensão, a monotonia, o desprezo e o tédio. Tudo iria acabar ali. Ligou a máquina do tempo e esta começou a vibrar. Era tempo de partir, pensou. Voltar aos dias em que era feliz quanto não tinha contas a pagar ou problemas em pensar. O mero pensamento de que iria ter a opurtunidade de viver aqueles momentos faziam-no feliz.Tinha um sorriso estampado na face quando ligou a máquina. Esta imediatamente começou a vibrar e a deitar fumo. Tentou fugir mas não conseguiu, o aparelho incendiou-se e o sonho tornou-se um pesadelo. Ou terá sido ao contrário?
Sem comentários:
Enviar um comentário