domingo, 6 de junho de 2010

vómito na bambolina

bukowski vomitou na bambolina. prestou-se mais uma vez a descarregar o liquido viscoso do seu estômago nos passeios alverquenses. instituido na arte de beber e intrigado pela cor da corrosidade do liquido dentro de si resolveu meter tudo cá para fora pois estava farto do escárnio da sociedade que o fazia infeliz.

VIVA BUKOWSKI QUE NÃO SE ENTREGA AO MARASMO DO VIVER HABITUALMENTE NA PODRIDÃO DA POPULAÇA!

rangendo os dentes e, de vez em quando, serrando os punhos em contraste com a passividade das multidões alienadas pelos idolos e medos. trincando os lábios para não deixar fugir o sabor da vingança tal como ela deve ser feita. vingança e revolução, dois termos que tudo dizem e nada exprimem. bukowski a vomitar na bambolina é a verdadeira revolução!
levantou a camisola para os outros verem a flacides do ser e entre dobras de gordura demonstrou que a vida é mais do que a imagem e que todos nós temos que vomitar essa loucura.

VIVA BUKOWSKI! VIVA A REVOLUÇÃO!

do vómito sai o sangue das visceras do bêbado. demasiado bêbado para entender que este era o seu sangue. fruto da sonolência do vinho e do figado que já não pode com tanta agressão. corroido até ao tutano pela força do vinho que passa nas suas veias e interrompe o sofrimento.

FORA COM BUKOWSKI! MATEM-NO DEPRESSA! ELE É A DEGENERAÇÃO DA FORÇA QUE CADA HOMEM CARREGA EM SI! MATEM-NO E DEPRESSA! SEM PIEDADE PELA FRAQUEZA DO VICIO!

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